Prestando Atencao em Cores

Eu ando pelo mundo
Prestando atencao em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atencao
No que meu irmao ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma capsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Pra sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus.
Um dia ainda te mato filho de umo ego!!!!

Um dia ainda te mato filho de umo ego!!!!

Gasshô!

Gasshô!

A impermanência desse mundo.
Eu Escrevi um Poema Triste

Eu escrevi um poema triste 
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mario Quintana - A cor do inivisivel

A impermanência desse mundo.
Eu Escrevi um Poema Triste

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mario Quintana - A cor do inivisivel

Por favor elejam Dom Tantan para novo Papa!!

Por favor elejam Dom Tantan para novo Papa!!

Caos, lama e criação

Vem aqui, Tomé,
vem comigo até a borda da água,
vem ver-me fazer uns pássaros
com esta lama que colho…
Repara como é tão fácil,
formo e modelo o corpo
e as asas;
afeiçôo a forma da cabeça
e do bico; engasto estas pedrinhas
que são os olhos;
ajeito as penas compridas
da cauda;
equilibro-lhes as pernas e os dedos
e tendo feito
este, faço mais onze;
aqui os tens, um dois, três
quatro, cinco, seis, sete, oito,
nove, dez, onze, doze pássaros
de lama…
Imagina, até, se quiseres,
dar-lhes nomes: este é Simão,
este é Tiago, este é André, este é João, e este,
se não te importas, chamar-se-á
Tomé.
Quanto aos outros vamos esperar
que os nomes apareçam;
os nomes, muitas vezes, atrasam-se
no caminho, chegam
mais tarde…
E agora vê como faço — lanço esta rede
por cima das avezinhas
para que elas não possam fugir, os pássaros…, se
não temos cuidado.
Queres dizer-me que se esta rede
for levantada os pássaros fogem?
Esta é a prova com que querias
convencer-me?
Sim e não!
Como, sim e não?
A melhor prova, mas essa
não é de mim que depende, seria
não levantares tu a rede e acreditares
que os pássaros fugiriam se a levantasses.
São de barro, não podem fugir.
Experimenta! Também Adão,
nosso primeiro pai, foi de barro e tu
descendes dele.
A Adão deu-lhe vida Deus!
Não duvides mais, Tomé! Levanta a rede, eu sou
o Filho de Deus.
Assim o quiseste, assim o terás,
estes pássaros não voarão!
Com um movimento
rápido, Tomé levantou
a rede, e os pássaros,
livres, levantaram vôo, chilreando,
duas voltas
sobre a multidão maravilhada
e desapareceram no espaço.
Disse Jesus:
Olha, Tomé, o teu pássaro
foi-se embora.
E Tomé respondeu:
Não. Senhor, está aqui ajoelhado a teus pés,
sou eu. 

"Versificação", a partir do ritmo cardíaco e do batimento respiratório (uma "viagem", como se, entre os olhos e o ouvido médio) de um texto de Saramago, in O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Companhia das Letras, 31ª reimpressão, páginas 398/399, sem nenhuma alteração a mais ou a menos que a mera arrumação em versos e estrofes.

Caos, lama e criação

Vem aqui, Tomé,
vem comigo até a borda da água,
vem ver-me fazer uns pássaros
com esta lama que colho…

Repara como é tão fácil,
formo e modelo o corpo
e as asas;
afeiçôo a forma da cabeça
e do bico; engasto estas pedrinhas
que são os olhos;
ajeito as penas compridas
da cauda;
equilibro-lhes as pernas e os dedos
e tendo feito
este, faço mais onze;
aqui os tens, um dois, três
quatro, cinco, seis, sete, oito,
nove, dez, onze, doze pássaros
de lama…

Imagina, até, se quiseres,
dar-lhes nomes: este é Simão,
este é Tiago, este é André, este é João, e este,
se não te importas, chamar-se-á
Tomé.

Quanto aos outros vamos esperar
que os nomes apareçam;
os nomes, muitas vezes, atrasam-se
no caminho, chegam
mais tarde…

E agora vê como faço — lanço esta rede
por cima das avezinhas
para que elas não possam fugir, os pássaros…, se
não temos cuidado.

Queres dizer-me que se esta rede
for levantada os pássaros fogem?
Esta é a prova com que querias
convencer-me?

Sim e não!

Como, sim e não?

A melhor prova, mas essa
não é de mim que depende, seria
não levantares tu a rede e acreditares
que os pássaros fugiriam se a levantasses.

São de barro, não podem fugir.

Experimenta! Também Adão,
nosso primeiro pai, foi de barro e tu
descendes dele.

A Adão deu-lhe vida Deus!

Não duvides mais, Tomé! Levanta a rede, eu sou
o Filho de Deus.

Assim o quiseste, assim o terás,
estes pássaros não voarão!

Com um movimento
rápido, Tomé levantou
a rede, e os pássaros,
livres, levantaram vôo, chilreando,
duas voltas
sobre a multidão maravilhada
e desapareceram no espaço.

Disse Jesus:
Olha, Tomé, o teu pássaro
foi-se embora.

E Tomé respondeu:
Não. Senhor, está aqui ajoelhado a teus pés,
sou eu.

"Versificação", a partir do ritmo cardíaco e do batimento respiratório (uma "viagem", como se, entre os olhos e o ouvido médio) de um texto de Saramago, in O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Companhia das Letras, 31ª reimpressão, páginas 398/399, sem nenhuma alteração a mais ou a menos que a mera arrumação em versos e estrofes.

4o. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

4o. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem plantar
felicidade no amanhecer.

Refrão do Samba-Enredo 2013 da Vila Isabel.
Que cantou o interior seus campos e seus Homens e sagrou-se a campeão do Grupo Especial do carnaval 2013. Parabéns Vila!

Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem plantar
felicidade no amanhecer.

Refrão do Samba-Enredo 2013 da Vila Isabel.
Que cantou o interior seus campos e seus Homens e sagrou-se a campeão do Grupo Especial do carnaval 2013. Parabéns Vila!

É ODARA
LOUVAR AOS DEUSES EM UMA SÓ VOZ
OXALÁ DERRAME BENÇÃOS SOBRE NÓS
NOBREZA SINGELA, A ROSA MAIS BELA
ARTE EM MEU JARDIM
NEGRA MULHER…
IMENSO ORGULHO DO BRASIL TU ÉS
O MORRO DA FORMIGA AOS SEUS PÉS
A DOCE FONTE DE INSPIRAÇÃO.

Trecho do Samba da Império da Tijuca. Campeã do Grupo de Acesso 2013. Com um enredo que homenageia a mulher negra brasileira.

Parabéns Império da Tijuca!!!

É ODARA
LOUVAR AOS DEUSES EM UMA SÓ VOZ
OXALÁ DERRAME BENÇÃOS SOBRE NÓS
NOBREZA SINGELA, A ROSA MAIS BELA
ARTE EM MEU JARDIM
NEGRA MULHER…
IMENSO ORGULHO DO BRASIL TU ÉS
O MORRO DA FORMIGA AOS SEUS PÉS
A DOCE FONTE DE INSPIRAÇÃO.

Trecho do Samba da Império da Tijuca. Campeã do Grupo de Acesso 2013. Com um enredo que homenageia a mulher negra brasileira.

Parabéns Império da Tijuca!!!

Deixa de preguiça e faça exercícios físicos. Sua saúde agradece!!

Deixa de preguiça e faça exercícios físicos. Sua saúde agradece!!

(Fonte: earthlynation)